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Katia Wille

Sobre

“Quero que a obra se expanda para além do espaço, de diversas formas, e penetre o corpo como um todo: pelos olhos, pelos ouvidos, pelos poros, e que, com potência, mas de mansinho, nos invada por inteiro.” - Katia Wille

Katia Wille (n.1971, Brasil) é artista visual e pesquisadora. Vive e trabalha no Rio de Janeiro, onde mantém seu atelier. Seu trabalho inclui pinturas, objetos, instalações vestíveis e cognitivas. 

Em seu percurso nos campos das artes visuais, moda e design, Katia cria imagens de forma convulsionada, trabalhando as tensões entre presença e ausência como temas centrais em sua pesquisa. O corpo, sempre em movimento, aparece e desaparece incessantemente ao olhar, formando polutropias que esgarçam a forma e as cores ao seu limite, uma cena que convida o espectador a tornar-se parte da obra. É neste cenário que a artista navega, para fazer emergir uma coesão de corpos, pinceladas e formas que são, ao mesmo tempo, leves, complexas e coloridas. A metáfora, sempre incompleta, que é o feminino e a exuberância que nos encanta o olhar vela e revela no furta-cor, nos pedaços de corpos e nas sobreposições de camadas em cores, a estranheza que pode nos acometer todas as vezes que nos perguntamos sobre nossa posição no mundo. 

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Durante os anos de 2023 e 2024 Katia investiga a obra no corpo, tendo como base o projeto de residência artística O Avesso do Vestir, realizado em parceria com o Museu Bispo Do Rosário (MBrac) no Rio de Janeiro. O projeto propõe-se à produção de obras e instalações vestíveis e penetráveis a partir de descarte têxtil, por meio de oficinas de criação coletiva com a comunidade do entorno da instituição. Todo o trabalho tem como ponto de partida a pesquisa realizada pela artista no acervo da obra de Arthur Bispo do Rosário entre fevereiro e agosto de 2023, com término previsto para maio de 2024. Entre 2018 e 2020, a artista dedicou-se à pesquisa e desenvolvimento de esculturas cognitivas em parceria com a empresa de tecnologia Microsoft, criando instalações que se movimentavam de acordo com as emoções humanas por intermédio de algoritmos de Inteligência Artificial. Questionando a relação homem-máquina, o projeto, denominado Tota_Machina, foi exposto no Museu da República (Rio de Janeiro) em 2019 e no Museu de Arte Sacra (São Paulo) em 2020.

Katia Wille apresentou sua última individual em outubro de 2024 na theBlanc Gallery, em Nova York. Desde 2015, sua prática tem sido destacada em importantes instituições, galerias de arte contemporânea e centros culturais nas capitais Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais, incluindo sua exposição Pilotis (2022), no andar térreo da Casa Fiat de Cultura, em Belo Horizonte. Entre suas mostras anteriores, destacam-se Tota Machina (2020), no Museu de Arte Sacra de São Paulo, e Das Tripas Coração (2019), no Museu da República do Rio de Janeiro. Sua obra encontra-se em coleções privadas no Brasil, EUA, Holanda, Alemanha, Suíça, Itália e França, atestando sua presença no circuito internacional da arte contemporânea. Através de uma linguagem sensível e provocadora, Wille explora as fronteiras entre o visível e o invisível, questionando as camadas da identidade e a materialidade do corpo.

Natural da zona norte do Rio de Janeiro, Katia Wille formou-se em Design de Moda no SENAI/CETIQT (Rio de Janeiro) em 1994, cursou Arte e Design de Moda na Amsterdam University of Applied Sciences (AMFI) na Holanda entre 1997 e 2000, e foi co-fundadora das marcas Zigfreda e BabyZig entre 2002 e 2013. Atuou como diretora criativa nas empresas Nike, Tommy Hilfiger e O’Neill na Europa, Ásia e EUA, além de trabalhar para o grupo Maria Bonita/Maria Bonita Extra e a compainha Alpargatas S/A no Brasil. Entre 2014 e 2016, Katia foi professora convidada para a disciplina Processos Criativos no programa de Artes e Design da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC- Rio).

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